De volta às entrevistas, fomos falar com o nosso Mister dos Iniciados em semana de arranque do campeonato.

São já 9 anos de casa, uma formação ao nível de iniciados, juvenis e juniores e 3 anos de Senior. Regressou a época passada ao leme dos nossos traquinas e, este ano, a exigência aumentou ao assumir o plantel dos Iniciados.

AMSAC: Boa tarde mister. Foram muitos anos de dedicação na nossa casa. Gostaríamos de saber como chegou ao nosso clube e o que o fez ficar tantos anos na nossa casa?

Prata: Olá boa tarde, antes de mais dar os parabéns por esta iniciativa e agradecer o convite.

Sempre joguei Futsal, na altura ainda em ringue, em S. Sebastião de Guerreiros, mas quando vim morar para Santo António fazia sentido procurar clube perto. Um ano antes de entrar na AMSAC a minha Avó tinha assumido a Presidência e passei logo a ter um carinho e respeito especiais por esta Associação, no ano seguinte vim fazer treinos de captação e fiquei no plantel de iniciados. Começou assim uma história de entrega, compromisso e gratidão. Os anos foram passando e senti-me sempre em casa, acarinhado, enverguei a braçadeira de capitão durante alguns anos e não pode haver maior satisfação que essa. Fiz amizades com treinadores e colegas que duram até hoje. Conheci o clube e fui bem recebido nesta família, foi isso que me fez ficar tantos anos.

AMSAC: Após 5 anos de ausência, chega o convite novamente para integrar os quadros do clube, o que o fez aceitar e como correu a primeira época como Mister?

Prata: Quando abandonei o Futsal já como sénior fiquei sempre com saudades disto, entretanto os convites por parte de Directores iam surgindo de forma informal mas com sinceridade até que no Verão de 2016 o nosso Director Sr. Ferro voltou a fazer o convite e senti que estava na altura de voltar ao meu habitat natural. A primeira época correu muito bem, escalão de traquinas recheado de qualidade técnica e humana, senti que cresci e fiz crescer, é o mais importante penso eu.

AMSAC: Fez maior parte da sua formação na AMSAC, actualmente é treinador dos Iniciados. As diferenças são muitas? Um treino hoje de um iniciado é igual a um treino há 10 ou 15 anos?

Prata: Felizmente quando vim para a AMSAC tive bons treinadores, alguns deles depois disso passaram por grande clubes a nível nacional, os treinos já tinham bastante dinâmica e conteúdo. Hoje em dia penso que há mais informação, melhor formação de treinadores e houve também uma evolução na compreensão da modalidade, isso leva-nos a ser mais exigentes. Contudo temos o contraste nos atletas que têm menos futebol de rua e resumem a sua aprendizagem às horas de treino o que dificulta o trabalho do treinador.

AMSAC: E relativamente ao clube, quando falámos com o Mister Miguel Velez ele falou-nos das diferenças entre uma e outra época (quando era jogador, para agora) . O Mister Prata também passou pelo mesmo trajecto, se bem que em épocas diferentes, o Futsal da Associação mudou?

Prata: Eu não tive o prazer de jogar no mítico ringue da AMSAC, e por isso não conheço essa realidade ao ponto de a comparar. Mas na minha altura existiam muitos miúdos com grande potencial, acima da média e que hoje seriam jogadores profissionais se tivessem tido outro tipo de postura. Hoje em dia já não há espaço para o miúdo craque que não tem conduta, hoje em dia preza-se pelo atleta completo, potencial técnico-tático mas acima de tudo potencial humano e de compromisso. Penso que essa foi a grande evolução na AMSAC  ao nível da formação e os resultados estão à vista. Estamos a reerguer a formação e colocá-la de onde nunca devia ter saído.

AMSAC:  Se no ano passado estava nos traquinas, este ano nos Iniciados a exigência é sempre maior. Sabemos que se preparou com o curso de nível I e que encara esta época com muita vontade de trabalhar com qualidade. Como tem sido a preparação da equipa e respectiva pré-época?

Prata: De facto o curso que acabou em Março deste ano foi uma etapa fundamental no meu crescimento como treinador uma vez que moldou a minha perspectiva do treino. Sinto-me mais capaz e obviamente mais motivado para abraçar este projecto. A equipa tem muitos elementos novos, uns que nunca jogaram Futsal, outros que subiram de escalão e nesse sentido é preciso ter paciência e dar tempo para que se crie a química entre eles e entendam o que pretendemos. A pré-época teve um balanço positivo, aumentamos um treino extra por semana pois as 2h30m que dispomos não é suficiente para trabalhar um plantel com estas características, tivemos 7 jogos de treino em que apenas perdemos um e empatámos outro e sentimos a equipa a crescer em alguns pontos.

AMSAC: Sendo assim podemos assumir que os nossos iniciados irão lutar pela subida de divisão?

Prata: Não posso esconder que não se viva esse espírito no grupo ou que não nos passa isso pela cabeça, contudo uma coisa de cada vez, primeiro fazer pontos, garantir os primeiros 8 lugares e depois disso lutar por fazer história. Como disse anteriormente a equipa tem ainda um longo e árduo processo de crescimento pela frente.

AMSAC: Olhando para o calendário vemos alguns clubes com história na formação. Tem já ideia de onde podem vir os verdadeiros perigos e quais os grandes candidatos à subida?

Prata: Não tenho uma opinião pormenorizada dos adversários, sei que há equipas mais candidatas que nós aos primeiros lugares mas isso não nos desmotiva, até pelo contrário. Conhecemos bem 2/3 equipas que irão estar certamente no topo mas sinceramente acho que temos uma Divisão muito competitiva onde o perigo virá de qualquer equipa.

AMSAC: Os Iniciados sempre foram um escalão de referência da formação do nosso clube com passagens pela divisão de honra e boas classificações na sua história. O que a seu ver tem faltado para voltarmos a colocar os nossos miúdos no escalão máximo e a lutar de igual para igual com os clubes da frente?

Prata: O que tem faltado a este escalão era o que faltava também aos juniores e juvenis, e já referi à pouco, tem a ver com o tipo de gestão do plantel. Hoje em dia é preciso garantir miúdos que mais do que tecnicamente fortes sejam mentalmente e humanamente fortes. Só esses irão aprender, crescer e ajudar o escalão a voltar à Divisão de Honra. Acredito que temos esses miúdos!

AMSAC: A pergunta que não pode faltar em qualquer entrevista… Muitos anos e muitas histórias com as nossas cores ao peito, alguma que se destaque?

Prata: Destacam-se algumas, umas mais positivas, outras nem tanto. Prefiro falar das positivas obviamente. Não posso esquecer o dia em que ganhámos ao Sporting CP em Juniores por 2-1 em casa num jogo em que apenas tínhamos 1 jogador de campo no banco. Acabámos exaustos mas foi uma prova de que com esforço e concentração se fazem coisas bonitas. Outro momento marcante foi a subida à 1ª Nacional com os seniores, jogar contra o actual melhor do mundo Ricardinho, enfrentar uma equipa que muitas vezes vou apoiar para a bancada (SCP) foram momentos que guardo com muita satisfação. Obrigado AMSAC

 

Duas semanas depois de iniciar a pré-epoca chegou a vez de irmos conversar com o Mister Pedro Carvalho. 2ª época ao serviço do clube, levou a AMSAC na última época às meias-finais do campeonato de honra de Lisboa em juvenis. Fomos obviamente saber mais …

AMSAC: Boa tarde Mister, 2ª época ao serviço da nossa Associação, num escalão e numa divisão que já começa a conhecer na perfeição. Este ano com muitas caras novas, o que esperar dos Juvenis esta época?

Pedro Carvalho: Boa Tarde, é verdade, este ano temos um plantel praticamente todo novo, mas podem esperar o mesmo da época anterior. Trabalho, dedicação, ambição e atitude lutando jogo a jogo por todos os nossos objetivos.

AMSAC: Há três anos Campeões da 1ªdivisão, seguiu-se um 5º lugar na honra e na época passada chegámos às meias-finais. Sendo assim este ano…

Pedro Carvalho: Esse comentário carrega muita pressão (Risos). Este ano veremos, nós temos os nossos objetivos internos que não irei aqui divulgar, mas, equipa técnica, jogadores e direção sabem bem quais são esses mesmos objetivos.

AMSAC: Mas colocar a AMSAC na Taça Nacional, levar a nossa formação finalmente a competir por esse pais fora. Pelo trabalho que o clube tem desenvolvido, não chegou a hora?

Pedro Carvalho: A AMSAC tem vindo a trabalhar muito bem estes últimos anos na formação e os resultados tem estado à vista. Tendo este ano Juvenis e Juniores na divisão de honra acho que mais do que nunca a ambição é maior de colocar um dos escalões no patamar mais alto do nosso Futsal!

AMSAC: Um plantel praticamente novo que tal como na última época teve que ser quase criado de raiz, algo que queremos e muito alterar no futuro. Foi fácil chamar tanta gente nova? Como vê este grupo?

Pedro Carvalho: Este ano foi muito mais fácil formar o nosso plantel. Na última época não tivemos tempo praticamente para nada e dai termos tido um plantel mais curto. Este ano começámos a formar o plantel em Abril, Maio. É o plantel que eu escolhi e todos os jogadores que foram referenciados estão na AMSAC, falhando apenas uma contratação(risos). Estou muito feliz com todo este grupo, num ano em que não houve captações e em Junho tínhamos o plantel já fechado. Assumo claramente que se correr mal só pode haver um culpado ????

AMSAC: Até agora dois jogos de treino e duas vitórias largas e sem sofrer golos. Como tem corrido a pré-época?

Pedro Carvalho: Quem me conhece sabe que não dou muito valor aos resultados nesta fase da época. No entanto a pré-época está a correr muito bem, estamos a trabalhar muito e o grupo mostra qualidade e já se mostra unido.

AMSAC: Olhando agora para o nosso Campeonato, é possível fazer uma previsão?

Pedro Carvalho: A meu ver Oeiras, Lombos e AMSAC podem partir como favoritos. São fortes candidatos pelo que fizeram na última época e pela forma de trabalhar dos próprios clubes e as suas formações, mas, muito sinceramente não estou muito preocupado com quem é ou não é candidato. Apenas estou focado no nosso trabalho e na AMSAC pois nesta altura começamos todos com os mesmos pontos e partimos todos em igualdade. No fim… ai veremos.

AMSAC: Na nossa última entrevista, falando com o Mister Miguel Velez, este queixou-se do formato competitivo da divisão de honra não premiando segundo o nosso Mister, a equipa mais regular. Que comentário faz a este modelo competitivo?

Pedro Carvalho: Não concordo com este modelo, além do que foi referido andamos a jogar a meio da semana (feriados) e com jogos novamente ao fim-de-semana. Este ano vai-se voltar a repetir e acaba por ser bastante desgastante mas… o que podemos fazer em relação a isso? Eu acho que nada(risos).

AMSAC: Relativamente à última época subiram cinco atletas aos juniores enquanto que dos iniciados apenas conseguimos subir um. O que é para si o mais importantes nestas idades para se formar um atleta?

Pedro Carvalho: Vamos por partes. No plantel dos juvenis estava previsto contarmos com cinco ou mesmo seis iniciados que na realidade e por falta de compromisso dos mesmos apenas ficou um. Os atletas tem que perceber que a AMSAC é um clube histórico no Futsal e que acima de tudo há que ter compromisso com a nossa casa.

AMSAC: Um dos nossos grandes objetivos na formação passa por levar os nossos atletas até aos seniores. Há uns anos para cá que essa não tem sido uma realidade, pelo menos aqueles que chegam e entram de caras. Será então possível um jogador formado na nossa casa chegar ao patamar mais alto do nosso Futsal?

Pedro Carvalho: Claro que sim! Quanto se trabalha num clube com tanta qualidade não se pode pensar de outra maneira. Certamente que o Mister Pedro(Seniores) anda a tento a tudo isso, e, recordo me que na época passada já muitos juniores estiveram a trabalhar com os seniores. Não quero individualizar mas temos na nossa formação material para ser aproveitado e que certamente chegarão com qualidade ao plantel senior.

AMSAC: Para quem não conhece o seu trajeto, e apenas o viu a chegar ver e vencer na nossa Associação, como começou o Mister Pedro Carvalho?

Tudo começou numa brincadeira nos Escorpiões onde eu era atleta da equipa senior e um grande amigo meu, Pedro Santana, convidou me então para seu adjunto e onde logo subimos de divisão com os juniores. Na época seguinte ele passou para Diretor Desportivo e convidou me para assumir os iniciados e com sorte a minha fomos campeões com apenas uma derrota. De seguida Juvenis onde também fomos campeões e ai comecei a pensar que se calhar até tinha jeito par isto (risos). Nunca mais parei e assim começou a minha vida como Treinador, passando também dois anos no GROB onde também adorei trabalhar. Por último surgiu o Fonsecas e Calçada(que por umas horas me “roubou” na altura da AMSAC), onde subimos de divisão e agora, desde Maio 2016 na nossa Associação.

AMSAC: Conhecendo então a sua história chegamos à AMSAC, como surgiu o convite? Foi fácil convence-lo a mudar?

Pedro Carvalho: É uma história engraçada (risos). No ano em que assumi os juniores do Fonsecas, à tarde liga-me o Presidente do Fonsecas e pediu-me uma reunião que era para assumir o plantel dos juniores ao qual aceitei normalmente. À saída dessa mesma reunião recebo uma chamada do Manuel Ferro a indicar me que tinha um projeto para mim. Na altura foi tarde e não pude aceitar. Em Dezembro voltámos a falar e na altura não pude aceitar novamente mas em Maio veio o convite final e quando me ligou lembro me bem que me disse “Mister desta vez venho muito cedo para não me dizer que já é tarde e tem outro projeto.. para a próxima época quero o na AMSAC”. Foi um namoro antigo que felizmente se realizou e sinto-me muito feliz por aqui estar. Não sei se sabe mas durante dois anos estagiei com o Mister Pedro Cascarrinho e o Manuel Ferro constantemente me dizia que eu iria para a AMSAC. Quando vim sabia que a divisão de honra iria ser puxada e tive medo de errar mas sinceramente acho que me preparei muito bem antes de aceitar este grande projeto.

AMSAC: No Futsal sabemos o quão competitivo é o mundo dos treinadores onde nem sempre é fácil gerir os egos etc etc.. Este ano na AMSAC parece existir uma relação de respeito e harmonia mesmo entre equipas técnicas. Como é a sua relação com os outros treinadores, principalmente dos escalões perto do seu?

Pedro Carvalho: No ano passado a relação não foi muito fácil com todos os treinadores. Eu sou do tipo de pessoas que me dou bem com todos e respeito o trabalho dos Misters onde trabalho. Dou-me super bem com a equipa técnica dos Juniores, dos seniores como é sabido tenho uma grande amizade com o Mister Pedro e relativamente aos Iniciados este ano estarei disponível para ajudar o Mister Prata no que for preciso. Respeito todos os treinadores da nossa Associação!

AMSAC: Para terminar a pergunta da praxe, que bons momentos destaca na nossa Associação?

Pedro Carvalho: Do ano que passou destaco sem dúvida quando passámos à segunda fase e depois, vindos do fim da classificação ganhámos vários jogos seguidos e chegámos a estar inclusivamente no topo. Depois quando concluímos e tivemos a certeza que passaríamos às meias-finais. Esses foram sem dúvida grandes momentos.

Por fim em meu nome e em nome de toda a equipa técnica dos juvenis queria agradecer a entrevista e dizer que podem contar connosco para uma grande época. Desejamos a todos os escalões da AMSAC uma excelente temporada!

Depois de na semana passada termos ido conversar com o nosso treinador da equipa senior, Pedro Cascarrinho, esta semana o nosso entrevistado é Miguel Velez, actual treinador da nossa equipa de juniores. Juntando os anos que já leva como treinador aos que teve como nosso atleta, no total são já mais de 10 anos a defender as cores do nosso clube e certamente muitas histórias para contar.

AMSAC: Miguel, se nos permite, começamos exactamente por aí, os seus tempos como atleta da AMSAC. Foram seis anos de formação mais um na nossa equipa sénior. Ainda se lembra de como veio parar à AMSAC e do seu primeiro dia no nosso clube?

Miguel Velez: Lembro-me perfeitamente. Na altura, tinha eu +/- 13 anos, fui desafiado pelo meu cunhado à altura a ir treinar à AMSAC. Ele era amigo do Mister Paulo Gomes e surgiu essa oportunidade. Infelizmente nesse dia por falecimento de um familiar do treinador não houve treino… mas essa lembrança ficou sempre.

AMSAC:  Já lá vão mais de 15 anos, há quem diga que agora os tempos são outros. Na altura todos os treinos e jogos eram realizados no ringue da AMSAC, eram poucos os pavilhões na altura. Que principais diferenças destacaria ao nível de treino e táctica entre essa época e os dias de hoje?

Miguel Velez: É quase impossível comparar o Futsal praticado hoje com o de há quinze anos atrás. Na altura só o facto de treinarmos à chuva alterava logo a preparação e a qualidade das unidades de treino. Depois, e fruto de uma globalização e aumento de popularidade da modalidade, existiu uma grande evolução a nível tático na maioria dos treinadores ao longo dos anos. Os treinadores de Futsal estão a ficar cada vez mais fortes e preparados.

AMSAC: E ao nível do perfil dos atletas e do respectivo compromisso e disponibilidade que muitas vezes se fala, o que mudou nestes 15 anos?

Miguel Velez: Aqui continuamos a falar de realidades totalmente diferentes. Na minha altura apenas o Sporting tinha formação e isso fazia com que a maioria dos jogadores se mantivessem nos seus clubes praticamente toda a formação. Também não existiam tantas distrações extra futsal como as que há hoje e que muitas vezes retiram tantos jovens ao desporto. Basicamente os clubes eram constituídos apenas e só por grupos de amigos, na maioria todos da mesma zona, algo que hoje não acontece com atletas a mudarem de clubes praticamente todas as épocas alguns na ilusão de algo que lhes prometem e não cumprem.

AMSAC: Nessa altura, enquanto atleta, conquistou dois dos seus primeiros títulos à frente do nosso clube, um de campeão distrital de juvenis e outro de campeão nacional da II Divisão de Seniores. Relativamente à equipa de juvenis ainda muitos a relembram como uma das melhores que passou pela AMSAC, tendo inclusive vários atletas integrado a equipa sénior. O que é feito destes atletas todos? Porque acabaram por se “perder” no futsal?

Miguel Velez: Na minha opinião essa foi sem dúvida uma das grandes equipas de  formação que alguma vez vi na AMSAC. Uma equipa que era composta pelo 5 inicial da Seleção de Lisboa e onde todos os jogadores tinham muita qualidade individual. Na altura a AMSAC não tinha a estrutura que tem hoje e, acredito que essa mesma equipa não teve o acompanhamento que deveria ter tido. Uns jogadores acabaram por ir para o Sporting, lembro me que outros foram viver para Inglaterra, outros para o futebol 11 e essa equipa acabou por se partir não chegando praticamente ninguém aos Seniores tirando o Cadu e eu que curiosamente era o jogador com menos minutos desta equipa.

AMSAC: Inclusive o Miguel também se acabou por “perder” no futsal como atleta. Depois de um ano na nossa equipa sénior acabou por sair para clubes de divisões inferiores, tendo terminado a sua carreira como atleta no Manjoeira. O que o levou a desistir do futsal na altura? Ainda se arrepende ou foi a decisão mais acertada?

Miguel Velez: Eu nunca fui um atleta fora de série por isso não me parece que me tenha perdido. Na AMSAC fiz os meus melhores amigos e habituei-me a ganhar quase sempre e, quando sai, fui perdendo isso.  Fui deixando de jogar com os meus melhores amigos, assim como fui deixando de ganhar com aquela regularidade que eu precisava para me sentir bem. A certa altura o Futsal começou a ser uma obrigação e deixou de ser aquela fonte de alegria e bem-estar que sempre tive… nessa altura parei e fiquei por ali.

AMSAC: Curiosamente o treinador da Manjoeira na altura era o nosso actual treinador da equipa sénior, Pedro Cascarrinho. Certamente que na altura a relação entre ambos era diferente da que é hoje. Actualmente, estando os dois à frente dos escalões mais importantes da AMSAC, como é a relação entre ambos?

Miguel Velez:  Na altura que o Mister Pedro entrou na Manjoeira eu já estava em fase de saída do Futsal como jogador mas fiquei sempre com uma boa opinião a nível da sua qualidade como treinador. Essa opinião não foi alterada quando voltei à AMSAC nem agora que cheguei aos Juniores.

AMSAC: Passando agora para os seus tempos como treinador, o seu regresso ao clube, depois de alguns anos de ausência, deu-se em Setembro de 2012 pelas mãos do antigo responsável pela formação, Carlos Cautela. Foi fácil convencê-lo a regressar ao clube? O que o motivou a voltar a uma casa que tão bem conhecia?

Miguel Velez: Desde que sai da AMSAC fui praticamente convidado todos os anos para voltar seja como treinador, adjunto ou como colaborador. No entanto a minha vida profissional na altura colocava me muitas vezes fora do Pais e a trabalhar sempre a horas tardias sendo impossível conciliar o Futsal com o que fazia. Certo dia fui jogar à bola com o meu irmão e acabámos por passar pela sede da AMSAC para beber agua. Nesse dia estava lá o Sr Cautela que me desafiou para pegar nos Infantis. Curiosamente o meu irmão iria ser Infantil de 2º ano e eu nesse momento senti que essa era a última oportunidade que eu tinha para voltar ao Futsal e à AMSAC, assim como sempre senti que devia algo à associação por tudo o que cá passei.  A minha história na AMSAC não estava completa e o desejo de voltar foi mais forte.

AMSAC: De uma forma muito breve, são já cinco anos como treinador. Inicou-se no nosso escalão de infantis, no ano seguinte treinou os nossos iniciados, nos dois seguintes os nossos juvenis e no último ano o nosso escalão de juniores. Tem nestes cinco anos três subidas de divisão, sendo que em duas delas foi também campeão distrital. Digamos que para início de carreira melhor era difícil. Que balanço faz o Miguel destes cinco anos e como explica este sucesso?

Miguel Velez: Essa pergunta é um bocado complicada para mim. Ok, em cinco anos subimos três vezes, duas vezes campeões e as outras duas épocas foram na divisão de honra onde ficámos ambas em 5º lugar apenas atrás de Sporting, Benfica, Belenenses e em iniciados Bairro da Boavista(tinham na altura uma equipa de outro patamar) e de Leões de Porto Salvo. Visto assim não parece mau, mas o meu trabalho na AMSAC não passa só por ganhar títulos. O meu grande objectivo na AMSAC é que a mentalidade que tenho, aquela que construí no meu clube, volte à cabeça de todos os que trabalham comigo.  Eu acredito muito que a AMSAC se pode bater de igual para igual contra qualquer equipa. E para isso existem alguns princípios que se tem que passar ao longo dos anos a quem passa por esta casa. Felizmente hoje mais do que quando entrei existem nesta casa mais pessoas e atletas com essa mentalidade e isso faz com que cada vez mais a AMSAC volte a ter o respeito que sempre teve dentro do futsal de formação.

AMSAC: A semana passada iniciou-se uma nova época, novamente à frente da equipa de Juniores mas desta vez na Divisão de Honra. Curiosamente os únicos dois anos em que não conseguiu títulos, ou subir de divisão, foi quando disputou de igual modo a Divisão de Honra, embora o enquadramento fosse diferente. Quais os objectivos da sua equipa para este ano?

Miguel Velez: Os nossos objetivos não dependem da divisão onde nos encontramos. Seja em que divisão for, em que pavilhão for nós vamos sempre jogar para ganhar respeitando ao máximo o nosso adversário e respeitando ao máximo o símbolo que trazemos ao peito. Sabemos o quanto trabalhamos e o compromisso que temos uns com os outros. Dito isto, lutaremos até ao fim para chegar à Taça Nacional.

AMSAC: No dia 17 de Agosto realizou-se também o sorteio para a nova época. Ficou satisfeito com o mesmo?

Miguel Velez: Para ser sincero não acredito em bons ou maus sorteios a este nível. Nesta fase acredito que seja qual for o sorteio, no final as seis melhores equipas serão qualificadas pois serão as que irão fazer mais pontos.

AMSAC: Este fim-de-semana os Juniores tiveram o seu primeiro confronto de pré-época diante a equipa D. João I, que acabaram por vencer por 5-4. Desta equipa de juniores são doze os atletas que transitam da época anterior, sete do plantel de juniores cinco que subiram dos juvenis. Como viu este primeiro jogo?

Miguel Velez: O objetivo era esse, com a manutenção da espinha dorsal o trabalho de pré-época ser um pouco diferente. No entanto e por estarem ainda de férias ou lesionados vários atletas que fizeram parte da equipa do ano passado e com isto melhor conhecem o que pedimos no nosso modelo, tivemos esta semana que iniciar o modelo de jogo praticamente do zero e com o plantel bastante curto. A equipa trabalhou e correspondeu ao que foi pedido tendo conseguido transferir a espaços o que foi trabalhado no treino. O resultado não sendo fundamental era importante e acredito que aumentou os índices de confiança dos nossos atletas pois não há melhor do que sentir que o que treinamos passa para o jogo com qualidade, principalmente quando jogamos contra equipas de grande qualidade como é o caso do D João I.

AMSAC: Se compararmos a Divisão de Honra e a 1ª Divisão, o formato é ligeiramente diferente. A 1ª e 2ª Fase são bastante semelhantes, apenas o número de equipas é diferente, fases as quais apostam um pouco na regularidade e consistência das equipas. No entanto, na Divisão de Honra, existe posteriormente, uma meia-final e final e só depois disso se conhece o campeão. Considera este formato justo ou acha que deveria ser revisto?

Miguel Velez: O formato da 1ª Divisão é o ideal.  Já o campeonato ir a meias finais no formato que vai e uma final à melhor de três torna este campeonato totalmente imprevisível e injusto na sua fase final. Eu sou dos que acreditam que as equipas mais regulares merecem ser as que ganham campeonatos, mas pelos vistos há quem ache que um campeonato não de deve decidir propriamente em sete meses, mas sim em dois fins de semana. Se queremos tornar as coisas aleatórias ao menos que fosse há melhor de três na meia final e à melhor de cinco na final. Assim como está, impede qualquer clube de assumir claramente que quer ser campeão, porque ninguém sabe que azares pode ter e que equipa terá em fevereiro para lutar pelas meias finais. Querem que vos diga quantas equipas injustamente este formato já prejudicou? Não entendo porque nada muda.

AMSAC: Como já referimos acima, o Miguel nos últimos três anos conseguiu dois títulos de campeão. Dos dois qual destacaria e o porquê? Qual foi na sua opinião o mais difícil de alcançar?

Miguel Velez: Ser campeão é muito difícil. Foram dois títulos bastante complicados e de enorme trabalho onde é impossível destacar seja que titulo for.

AMSAC: Ao longo dos últimos anos, são vários os atletas treinados por si que têm saído para clubes de maior dimensação, como por exemplo Benfica e Sporting. No entanto esta última época, pelo menos até ao momento, nenhum saiu. Está efectivamente algo a mudar na formação da AMSAC que leva os atletas a repensar a saída ou como explica esta situação?

Miguel Velez: Lá está, as coisas estão a mudar. Não propriamente pelo facto de ninguém ter saído para um dos grandes de Lisboa, mas porque cada vez mais os atletas confiam no nosso processo de formação e no nosso trabalho. Lembro-me que das maiores surpresas que tive quando voltei para a AMSAC era a forma como vários atletas não se sentiam identificados pelo clube e preferiam sair seja para que clube fosse. Hoje são cada vez menos os que querem sair e cada vez mais os que se querem juntar a nós.

AMSAC: Ao longo destes muitos anos que leva de AMSAC certamente que são muitas histórias que tem para contar. Quer partilhar connosco a melhor que tenha tido enquanto atleta e outra enquanto treinador?

Miguel Velez: Como jogador foram várias mesmo, lembro-me um jogo de juvenis com os bons dias no nosso ringue, que a perdermos 4-0 fomos ganhar 5-4  e no último golo ao festejar fui me sentar no banco de suplentes dos Bons dias e o treinador deles passou se e foi expulso pois queria me bater. Como treinador não me posso esquecer do jogo no Sassoeiros, a contar para o campeonato de Juvenis, nós em 2º lugar e a perdermos 3-1 aos 30 minutos da 2ª parte, conseguimos marcar o 3-2 e no último segundo o 3-3 e eu não aguentei e entrei a correr dentro do campo para festejar com os jogadores. O empate conseguido como treinador em Alvalade no escalão de Juvenis, assim como a palestra que tivemos nesse dia vai estar comigo para sempre sendo que nesse dia senti que os nossos atletas começaram a acreditar realmente em nós e que era possível. Uma derrota na luz em iniciados por 3-1 em que depois de um grande jogo um atleta veio ter comigo e me disse a chorar que era injusto e que eu o tinha feito acreditar que íamos ganhar ao Benfica mas não conseguimos e ele não percebia porque… Nesse dia disse lhe que ele em breve estaria a lutar por algo diferente e passado 1 ano era chamado à seleção nacional sub 17. Esta época também vários jogos foram os que jamais irei esquecer.

Muito obrigado por esta entrevista e desejamos-lhe uma boa época, a qual se inicia oficialmente já no próximo dia 9 de Setembro diante o Cascais. Esperamos que a AMSAC no escalão de juniores consiga atingir os seus objectivos!

Esta semana o nosso entrevistado é Pedro Cascarrinho, o qual inicia hoje a 4ª época consecutiva como treinador principal da nossa equipa de futsal de seniores.

AMSAC: Permita-nos que antes de falarmos sobre esta época, que hoje se inicia, que abordemos um pouco a época anterior. No seu ponto de vista que balanço faz da época anterior em termos desportivos?

Pedro Cascarrinho: A época anterior ficou um pouco aquém das expectativas iniciais, uma vez que não conseguimos o apuramento para a fase de subida de divisão. Para isto contribuíram diversos factores que não eram expectáveis no início da época.

AMSAC: Relativamente à última época, apesar de termos ficado perto do apuramento para a discussão da subida, no final acabámos por não o conseguir. Quais em seu entender foram as razões ou os pormenores que poderão ter contribuído para tal facto?

Pedro Cascarrinho: As razões encontram-se devidamente identificadas, porém, trataram-se de questões que não eram possíveis de antecipar no planeamento inicial e, por isso, mais difíceis de corrigir. De todas as formas, parece-me importante referir que estas questões foram tidas em consideração no planeamento deste ano.

AMSAC: Olhando já para esta época que se inicia, já temos o plantel todo definido e pronto para começar. Um plantel com uma média de idades de 25 anos, do qual fazem parte 4 atletas da época anterior mais 2 atletas que subiram do escalão de júnior. A estes juntam-se muitas caras novas. É assim tão complicado fazer um plantel sénior de qualidade neste momento para participar na 2ª Divisão Nacional?

Pedro Cascarrinho: Não me parece que seja muito complicado constituir um bom plantel sénior, uma vez que existem muitos jogadores de qualidade. No entanto, as equipas com maior capacidade financeira, acabam por ter mais facilidade na construção dos seus plantéis.

AMSAC: Sabemos que o orçamento para a equipa senior tem diminuído nos últimos anos em consequência de querermos manter a estabilidade e seriedade que temos mantido ao longo da nossa história. AMSAC, da sua série, é um dos clubes com orçamento inferior. Apesar destas limitações este é o plantel que desejava ou é o plantel possível?

Pedro Cascarrinho: O plantel da AMSAC para esta época é aquele em que acredito para alcançar os objectivos definidos. Cada jogador, pelas suas características individuais, terá um espaço e um contributo importante para dar à equipa.

AMSAC: Em termos de qualidade, se compararmos o plantel deste ano com o da época anterior, na sua opinião o deste ano é superior ao da época transacta? Sendo um plantel mais jovem acha que isso pode ser uma vantagem ou desvantagem?

Pedro Cascarrinho: Estou muito satisfeito com a equipa que tenho. Temos boas soluções para todas as posições, pelo que só no final da época é que poderemos fazer uma avaliação mais exacta. Em relação à questão da idade, não me parece que a tónica deva ser colocada na idade, mas sim na qualidade e na capacidade de cada jogador.

AMSAC: Apesar deste ano terem subido mais dois juniores ao escalão de seniores, o que pode ser um sinal que algo esteja a mudar, pois há dois anos já outros dois tinham subido, a verdade é que há vários anos que não vemos nenhum atleta vingar de “estaca”, como se costuma dizer, na nossa equipa senior. Na sua opinião como se explica esta situação?

Pedro Cascarrinho: Parece-me que é sempre um bom sinal quando existem jogadores juniores que se destacam e sobem ao escalão de seniores. No entanto, tratam-se de escalões, pela sua natureza, com níveis de experiência e exigência muito diferentes. Assim, o escalão sénior requere uma maior capacidade de adaptação e persistência na procura de oportunidades para alcançar o sucesso.

AMSAC: Em termos competitivos a série deste ano é a mais forte de sempre em que AMSAC tenha estado inserida, provavelmente também a série mais forte este ano da 2ª Divisão Nacional. Quais os objectivos da AMSAC este ano?

Pedro Cascarrinho: O objectivo principal consiste em conseguir o apuramento para a fase de subida de divisão.  Paralelamente, pretende-se também fazer uma boa campanha na Taça de Portugal.

AMSAC: Certamente que tem acompanhado o movimento de transferências das equipas adversárias. Na sua opinião quem poderão ser as equipas mais fortes e candidatas a vencer a série ? O que poderemos esperar desta série?

Pedro Cascarrinho: Esta é, sem dúvida, uma série muito forte, com muitas equipas boas, pelo que não é possível dizer à partida quem será a equipa candidata a vencer a série. Penso que será um campeonato muito equilibrado e com jogos de resultado imprevisível.

AMSAC: Como referimos no início da entrevista irá iniciar a sua 4ª época como treinador principal. Durante todo este tempo o director desportivo foi sempre Manuel Ferro. Pode-nos contar um pouco como é a vossa relação? Estão sempre de acordo em todas as decisões? São decisões partilhadas entre equipa técnica e direcção?

Pedro Cascarrinho: Posso dizer que é uma relação de amizade, respeito e confiança. Não estamos sempre de acordo, mas existe uma boa comunicação e partilha de informação e opiniões, pelo que se pode dizer que as decisões acabam por ser partilhadas.

AMSAC: Antes de ser treinador principal da equipa senior já tinha tido anteriormente uma passagem como treinador adjunto na AMSAC há quase 10 anos. Na sua opinião mudou algo na AMSAC dessa altura para hoje? Que mudanças mais significativas gostaria de destacar?

Pedro Cascarrinho: Parece-me importante destacar a maior ligação que existe entre todos os escalões, verificando-se principalmente uma melhor organização nos escalões de formação. Existe uma maior entreajuda entre os diferentes escalões, com foco no objectivo comum de tornar a AMSAC num clube cada vez mais forte.

AMSAC: Ao longo destes anos certamente já teve alguma situação caricata, ou no balneário, ou num treino ou num jogo. Lembra-se de alguma que queira partilhar connosco?

Pedro Cascarrinho: Um jogador pedir para sair do campo a meio de um jogo por estar muito aflito para ir à casa de banho, conta? J Ou um banho pós-treino que termina às escuras, por estar muito demorado?

AMSAC: Por último, qual destacaria como o melhor momento, e também o pior, enquanto treinador da AMSAC ao longo destes anos?

Pedro Cascarrinho: O melhor momento que gostaria de destacar coincide também com o pior momento. Refiro-me à época 2015/2016, em que tivemos um excelente desempenho ao longo de todo o campeonato e também na Taça de Portugal, porém devido a um erro fomos afastados administrativamente daquilo que conquistámos dentro de campo.

 

Para terminar desejamos-lhe uma boa época desportiva e que a nossa equipa senior consiga atingir os seus objectivos.

AMSAC: O nosso futsal inicia no próximo dia 21 a sua época e, não poderíamos deixar passar a oportunidade de ir conversar com o nosso Diretor Desportivo para o Futsal. Durante muitos anos responsável pela formação, passou depois a homem forte apenas da equipa sénior e recentemente, há cerca de duas épocas, aceitou o desafio de assumir de novo todo o futsal do clube. Falamos de Manuel Ferro.

O que o fez aceitar este desafio?

Manuel Ferro:  Não se tratou dum desafio, sendo que foi por insistência de alguns treinadores da formação, quem participa na AMSAC, com paixão e devoção desde 1990 teria dificuldade em recusar, mas o fator fundamental foi ter sentido a vontade comum de treinadores e delegados.

 

AMSAC: Passado uma época como Diretor Desportivo, e olhando para o que era o passado da AMSAC, como vê atualmente o futsal na nossa casa e quais as grandes diferenças que vê comparando aos tempos que se iniciou?

Manuel Ferro: Há nove anos atrás deixei a formação para assumir a direção do plantel sénior numa altura difícil de êxodo total de treinadores e jogadores. Neste último ano e meio acumulando novamente os escalões jovens conseguiu-se fundamentalmente a criação dum espirito coletivo, organização, qualidade de treino, muita ambição, criação de coordenações responsáveis e competentes.

 

AMSAC: Nesta fase em que os jogadores estão de férias, em que o nosso futsal parece estar parado, é aqui que tudo se prepara, é aqui que se define muito do que será a época. Como tem corrido esta fase para o futsal da AMSAC?

Manuel Ferro: Nesta altura os plantéis estão praticamente definidos nos escalões etários mais altos. Apesar de não haver treinos neste período foi de enorme atividade, por exemplo na modernização do site, David Pratas, Miguel Velez e Paulo Coutinho têm tido um exaustivo trabalho. Duarte Selas na coordenação de seniores, juniores, juvenis e iniciados também não tem tido descanso. Luís Jardim vai-se desdobrando na coordenação de traquinas, benjamins e infantis.

A AMSAC Day está em marcha também com a participação e empenho de todos.

 

AMSAC: O plantel de seniores parece estar fechado para a época de 2017/2018, sendo composto por 17 atletas. Temos 11 “caras novas”, 2 atletas provenientes da formação e apenas 4 atletas que transitam da época anterior, ou seja, muitas alterações face a épocas anteriores. É um plantel que nos parece também mais jovem face à época anterior, com uma média de idades ligeiramente inferior aos 25 anos. Podemos falar de uma “revolução” face à época anterior? Está AMSAC a apostar mais nos jovens e também na própria formação? O que podemos esperar deste plantel?

Manuel Ferro: Não se trata de revolução, o plantel da época anterior era muito curto, terminamos com dez atletas, recorreu-se praticamente a época toda a juniores.

Chegam atletas experientes e outros embora jovens têm muito talento.

Na formação o objetivo é que muitos cheguem ao plantel sénior, o efeito deste trabalho a desenvolver vai se refletir no futuro, com atletas que não só cheguem aos seniores, mas sim se tornem relevantes na equipa.

A continuação do Treinador principal Pedro Cascarrinho (4a época) e do seu adjunto Miguel Barreto, dará uma estabilidade pelo conhecimento da AMSAC. O regresso de Pedro Martins treinador de guarda redes será uma mais valia no treino especifico

 

AMSAC: Sempre com uma equipa bastante competitiva e a lutar pelos lugares cimeiros nas últimas épocas, apesar de todas estas alterações na equipa sénior, podemos esperar o mesmo para esta época? Quais os objectivos definidos para a próxima época? Será possível vermos a AMSAC brevemente na 1ª Divisão Nacional?

Manuel Ferro: A Federação ao acabar com a Terceira Nacional veio complicar e limitar as subidas, vejamos: na Liga Sportzone em quatorze equipas descem apenas duas… Na Segunda Nacional de 58 sobem duas. Pergunto porque não descem quatro e sobem quatro? (nas séries do 2º escalão com dez clubes em cada série descem 3 diretos e um possível quarto), pior das 58 do segundo escalão todos os anos há varias desistências porque muitos clubes não estão preparados para competir a este nível.

14 equipas na Liga Sportzone e 28 no segundo escalão uma série norte com 14 e uma série sul com 14 seria voltar ao antes, mas para mim o ideal. O argumento da alteração foi para diminuir despesas, mas na pratica não tem sido assim, não tem havido diminuição alguma.

Depois disto respondo objetivamente à pergunta, já estivemos no escalão máximo muitos anos e se na ultima passagem na altura descessem duas equipas provavelmente ainda la estaríamos, mas desciam quatro. Estamos preparados para lutar pela fase seguinte que irá decidir a subida, para isso estaremos preparados.

 

AMSAC: Apesar de ainda não ser oficial as equipas que partilharão a séria da 2ª Divisão Nacional com a AMSAC fala-se já no nome de algumas equipas o que, a confirmar-se este cenário, será uma divisão bastante competitiva e que talvez em termos de orçamento a AMSAC seja a que tem um dos mais reduzidos. Como encara este cenário? Mantêm-se os objetivos neste cenário?

Manuel Ferro: A SERIE E onde nos incluem é terrível, praticamente todas as equipas tem o objetivo de chegar á fase seguinte de discussão da subida á Liga Sportzone. Das dez descem três diretamente podendo descer uma quarta.

Os nossos concorrentes com orçamentos elevados. acabam por fazer excelentes planteis, estaremos mesmo assim na luta para passagem á fase seguinte, e lá chegando tudo pode acontecer.

 

AMSAC: Para a época que se avizinha infelizmente verificou-se a desistência de algumas equipas seniores e vimos também para já a recusa de alguns clubes em subir à 2ª Divisão Nacional em virtude de dificuldades financeiras que poderiam advir daí. Muitas vezes o formato da 2ª Divisão Nacional é também criticado. Qual a sua opinão sobre este formato e como vê estas desistências e dificuldades financeiras que alguns clubes enfrentam?

Manuel Ferro: Na quinta pergunta que me fez e no enquadramento da resposta á mesma, já respondi em parte a esta questão, mas é bom complementar com exemplos … dos clubes de Lisboa alguns ficam na serie F e vão ate Alentejo e Algarve. na serie E onde estamos, fomos 3 vezes á Madeira, duas a Sousel e não fomos a Santarém porque desistiram. A próxima época embora ainda não seja oficial, será Madeira, Mendiga, Olho Marinho, Casal Velho e Ponte Sor. Os clubes de Lisboa são os prejudicados. Na Liga Sportzone descem duas equipas que provavelmente serão quase sempre os que subiram no ano anterior, os outros doze tem permanência assegurada. é Injusto

O UPVN desceu injustamente á divisão de honra graças a este figurino e no futuro a outros históricos acontecerá. Uma luta tremenda na Série E, noutras series uma ou duas decidem e conseguem apuramento para fase seguinte naturalmente ou manutenção sem dificuldades

 

AMSAC: Passando agora um pouco para a formação, apesar de termos um historial bastante alargado de presenças em todos os escalões, não vencíamos um campeonato há cerca de 17 anos, tendo nos últimos 3 anos a AMSAC conquistado dois títulos distritais. É também um sinal de que algo está a mudar? Estamos mais ambiciosos, estamos a trabalhar mais?

Manuel Ferro: A procura do sucesso tem que estar na cabeça dos treinadores, ter técnicos disponíveis, ambiciosos e competentes é um dos “segredos”. A criação de equipas com atletas que alem do talento tenham compromisso e paixão pela modalidade é outro “segredo”. Uma organização competente que fundamentalmente consiga transmitir aos pais e atletas que na verdade estão numa coletividade em que o trabalho é superior e que não têm necessidade de procurar outros desafios para a sua evolução desportiva e futuro, este é o terceiro “segredo” .Estes fatores conjugados nos levam á consolidação da mística AMSAC e consequentemente a títulos.

Andámos alguns anos um pouco descuidados com os elementos que referi.

 

AMSAC: A juntar a este facto temos também o plantel de juniores, campeão na época anterior da 1ª Divisão Distrital, sendo que alguns dos atletas já o tinham conseguido também duas épocas antes no escalão de juvenis, que inicia esta nova época apenas com 4 novas caras, sendo que 12 atletas transitam do ano anterior. Além disto os juvenis tiveram na época anterior a um passo de se apurar para a Taça Nacional. São também estes sinais que a nível de formação as coisas estão a melhorar e a qualidade a aumentar?

Manuel Ferro: A continuidade dos atletas é fundamental e finalmente está a acontecer. Na época anterior os juvenis estiveram brilhantes, o mesmo elogio aos juniores que de forma clara e brilhante foram campeões. relevo ainda que muitos juvenis participaram nos jogos de juniores, isto apenas possível pelo conhecimento e trabalho dos dois técnicos Pedro Carvalho e Miguel Velez, este já os conhecia bem das épocas anteriores.

Os iniciados vamos iniciar uma nova etapa, e confio muito na nova equipa técnica David Pratas e Carlos Mateta.

Juniores, juvenis e iniciados serão assumidamente de nível competitivo muito elevado. Traquinas, Benjamins e Infantis, apesar de competirem será relevante o aspeto formativo e recreativo. Não havendo qualquer preocupação pois estão entregues a treinadores com largos anos de experiencia, casos de Pedro Saraiva infantis) e Luís Alves e Manuel Teixeira(benjamins). os traquinas, com Migalhas, mais um antigo atleta AMSAC,

 

AMSAC: A nível de regulamentos, este ano houve uma alteração que de certa forma parece proteger um pouco mais a formação ou pelo menos permitir que os clubes sejam recompensados no caso de mais de dois atletas saiam para o mesmo clube e escalão. Acha que actualmente os clubes têm realmente incentivos à formação e que os mesmos são recompensados por tal?

Manuel Ferro: As alterações aos regulamentos de transferências foi uma trapalhada da Federação Portuguesa de Futebol. Na pratica não vai haver nenhuma compensação, tudo será e continuará na mesma, logo continuarão a existir os assédios sem qualquer respeito.

AMSAC: Outra questão, e que vem um pouco na sequência de pontos anteriores, é que quando olhamos para a equipa senior e também formação, pensamos que não existe, ou pelo menos não vemos, um patrocínio que seja regular e constante de época para época. É isto resultado das dificuldades que se fazem sentir actualmente ou como explica esta situação?

Manuel Ferro: A situação económica menos favorável tem tido alguns efeitos também nos patrocínios, mas também temos divulgado pouco as nossas atividades e trabalho desenvolvido, mas já está uma nova dinamização em marcha, desenvolvida pela nossa nova equipa de comunicação, que em breve virá a atrair parcerias de interesse comum.

Obviamente que jamais entraremos, como outros, em projetos de patrocínio em que perdem completamente o controlo. A consequência é um, dois, três anos, desaparecerem desistindo da modalidade. Talvez por isso desde 1989 cá andamos seriamente competindo e honrando esta Associação no âmbito desportivo, com orçamentos que não ponham em causa o nosso compromisso e independência.

 

AMSAC: Se olharmos para as equipas técnicas da formação temos também pelo menos cinco elementos que passaram pela formação como atletas, e inclusivé alguns destes também pelo plantel da equipa sénior. Costuma-se dizer que quem passa por esta casa nunca mais esquece. Como explica esta relação entre ex-atletas e a AMSAC? É também opção da direcção na aposta em ex-atletas para as suas equipas ou é algo que acontece naturalmente?

Manuel Ferro: Na verdade atualmente temos 6 treinadores com passado como atletas da AMSAC. Pode ter acontecido naturalmente, mas não por acaso. sentiram a Associação enquanto atletas e a prova disso, é que três deles ainda acumulam ativamente e diariamente outras funções importantes alem de treinadores.

Creio que outros virão, só assim poderemos manter uma perspetiva otimista para o futuro. A continuidade e futuro será assim assegurada dentro do espirito do associativismo

 

AMSAC: Por último, recentemente tivemos a inaguração do novo Centro Comunitário, que servirá de sede para AMSAC nos próximos anos, tivemos o lançamento de um novo site, entre outras iniciativas. Podemos falar de uma AMSAC de “cara lavada” e rejuvenescida para a próxima época? São esperadas mais alterações/” surpresas” para a época que aí vem?

Manuel Ferro: A inauguração do Centro Comunitário foi até agora o ato mais relevante na historia da AMSAC. Mas nada nos foi dado, aquela enorme extensão de terreno foi cedida pela nossa Associação á Camara de Loures há muitos anos. A contrapartida seria a construção do agora inaugurado Centro Comunitário e um Pavilhão Gimnodesportivo. Alguns anos mais tarde o Pavilhão foi retirado O Município aumentou em milhões o seu património com estes terrenos, parte desse terreno foi para as piscinas.

Seria justo o cumprimento do primeiro acordo, mas já seria reposta parte da justiça, a cobertura do ringue desportivo onde desenvolvemos a nossa atividade durante muitos anos. falamos dum custo entre 150.000 a 200.000 euros.

A surpresa? em tempo de eleições e sendo sonhador quem sabe as forças politicas sejam elas quais forem ainda nos venham a surpreender com aquilo que na verdade merecemos.

Poucos dias depois da inauguração do novo Centro Comunitário de Santo António dos Cavaleiros entrevistamos a nossa presidente Henriqueta Sabino, em funções desde 2006.

AMSAC: Permita-me que comece exactamente pela questão do Centro Comunitário. Foi um processo que se iniciou em 2002 e que apenas agora, 15 anos depois, se vê concluído. Sabemos que foram vários os problemas ao longo de todo este tempo. Neste momento podemos afirmar que a obra está de acordo com as necessidades da AMSAC e da população de Santo António de Cavaleiros?

Henriqueta Sabino: A assinatura deste protocolo entre a AMSAC e o Município de Loures acordava a cedência dos nos­sos terrenos e como contrapartida seria construído o Centro Comunitário. Foram muitos os problemas que se nos puseram ao longo destes 15 anos, mas o trabalho e a perseverança venceram.

Neste momento podemos dizer que foi o projeto possível. Um projeto com 15 anos e no qual a AMSAC não participou. Muito ainda foi melhorado quando o tivemos. Mas com todas as vicissitudes podemos dizer que serve a AMSAC e sobretudo a população de Santo António dos Cavaleiros.

 

AMSAC: Já vai no seu 3º mandato como Presidente da AMSAC, num total já de 11 anos. Podemos afirmar que esta foi a grande obra durante os seus mandatos ou destacaria outra?

Henriqueta Sabino: Sim já vou no meu 3º mandato. Esta é a obra de maior relevo. Quando entrámos não existia creche. Arranjámos instalaçõ­es para a sua existência e fizemos com que a AMSAC se abrisse à população pois estava muito virada para si. Procurámos também criar melhores condições nas valências existentes, digamos que procurámos envolver todos num novo projeto.

 

AMSAC: A Associação tem neste momento as valências de creche, Jardim de Infância, ATL, Ginástica e Futsal. Num total falamos de cerca de 250 crianças. Com o novo Centro Comunitário, para 2018, está também previsto o centro de dia para terceira idade com apoio domiciliário. Como é a gestão no dia-a-dia de todas estas actividades? Que dificuldades são enfrentadas para manter toda esta estrutura a funcionar?

Henriqueta Sabino: Com o mesmo lema que impusemos desde o primeiro dia. Rigor, trabalho e muita vontade de tornar esta instituição cada vez maior e melhor!

 

AMSAC: Como foi referida na inauguração do Centro Comunitário, parte da AMSAC vive do voluntariado de diversos colaboradores, nos quais se inclui toda a direcção, os quais não usufruem de qualquer remuneração. O que acha que move estas pessoas para dedicarem tanto tempo a esta Associação? Que mensagem gostaria de lhes deixar?

Henriqueta Sabino: São muitos os desânimos mas as alegrias que recebemos da área escolar, desportiva e outras compensam.

 

AMSAC: Sabemos que no dia seguinte a se ter reformado começou as suas funções como Presidente na AMSAC. Sabemos que muitas pessoas quando chegam à reforma gostam de usufruir de parte do tempo para descansar de anos de trabalho. No seu caso não foi assim… Sabemos que dedica muitas horas do seu tempo a esta causa. A si pessoalmente o que a move e o que a faz manter-se motivada?

Henriqueta Sabino: Não sei. É um sentimento difícil de explicar. A única coisa que posso dizer é que os dias de alegria que se tem quando se atinge um objetivo superam as angústias, que também existem por se querer fazer mais e não se conseguir.

 

AMSAC: Quando falamos da AMSAC, principalmente gente associada ao desporto, associa ao Futsal. Recentemente, por duas vezes nos últimos 3 anos, AMSAC foi Campeã distrital no escalão de Juvenis e Juniores. Como vê a Presidente o Futsal e qual a importância que acha que o mesmo tem dentro da estrutura da AMSAC?

Henriqueta Sabino: Cá estão as alegrias. De facto sempre a AMSAC foi associada ao desporto e isto pelo bom trabalho que sempre foi feito junto da juventude. O Futsal é uma das áreas com maior preocupação por parte da Direção. Querer fazer o melhor, apoiar ainda mais e ter cada vez menos ajudas, cria grandes angústias, na medida em que o futsal tem a mesma importância que qualquer outra área, mas a diferença está no facto de termos a consciência de que fazemos um excelente trabalho social mas ajudas são poucas, ou melhor este trabalho não é encarado desta mesma forma por apoiantes e patrocinadores.

 

AMSAC: No entanto, apesar de sermos um dos históricos do Futsal, com 6 escalões de formação, e com várias provas dadas no seu passado, AMSAC continua sem ter um pavilhão próprio. Há muita gente que a Associação já merecia um pavilhão… Na sua opinião o que falta ou é preciso para que isso aconteça? Será a sua próxima grande obra enquanto Presidente?

Henriqueta Sabino: Gostaria que assim fosse. Uma coisa é certa não descurarei e trabalharei para que possamos fechar o ringue e ter um Pavilhão tão necessário para a Freguesia.

 

AMSAC: Por falar em história, AMSAC celebrou este ano o seu 47º aniversário. A Henriqueta, como Presidente, e com todos os anos que leva dedicada à Associação, faz já parte da história da mesma. Como gostaria de ser recordada no futuro?

Henriqueta Sabino: Não tenho pretensões. Somente como uma mulher que veio por 2 anos e que tomou amor por esta casa e que tentou fazer dela uma grande Associação!

 

AMSAC: Esta preparada, para Setembro, uma nova campanha de angariação sócios. Obviamente que os sócios de qualquer Associação são uma fonte de receita importante, contudo ser sócio da AMSAC é ser muito mais que uma fonte de receita, é fazer parte de um projecto com 47 anos de compromisso à vida de milhares de famílias. Com o aumento da família AMSAC, quais os verdadeiros feitos que poderão ser alcançados, não só pela Associação como pela comunidade?

Henriqueta Sabino: Ter mais gente empenhada nesta grande casa, com espírito de trabalho e solidariedade e poder alcançar ainda mais êxitos que só beneficiarão a comunidade.

 

AMSAC: Como surge o título da campanha “tu fazes parte” e quais as características comerciais desta campanha?

Henriqueta Sabino: A AMSAC é uma família e todo o membro que se juntar vem fazer parte dela e possivelmente ajudá-la a crescer ainda mais.

 

AMSAC: Recentemente AMSAC apresentou também um novo site com uma imagem mais moderna e renovada. É sinal de que algo está a mudar ou qual foi a estratégia associada a este novo site?

Henriqueta Sabino: A Associação tem sido uma escola em várias vertentes, na escolar, no desportiva e outras. Tem sido este espírito que nos tem ajudado inovar e a Direção tem sido sensível e aberta, de bom grado participou e partilhou dando liberdade para essa inovação, criando uma imagem mais agradável e acessível.

 

AMSAC: Falando agora da vertente mais social, a Associação insere-se num bairro/freguesia em que efectivamente existem alguns problemas sociais. Sente que efectivamente a AMSAC é importante e tem conseguido durante todos estes anos contribuir para uma melhor integração e formação dos nossos jovens e restante população?

Henriqueta Sabino: Não tenho a menor dúvida. Muitos são os que por aqui passaram e que hoje nos visitam a agradecer o trabalho feito.

 

AMSAC: Acreditamos que muitas vezes para ajudar os outros, e neste caso quando falamos duma parte substancial que depende do voluntariado, como falado anteriormente, precisamos de receber os devidos apoios, donativos e/ou patrocínios. Nos dias que se vivem alguns clubes e/ou associações vivem tempos difíceis que têm levado a que terminem ou abdiquem de parte das suas valências ou modalidades. AMSAC enfrenta os mesmos problemas ou como tem conseguido ultrapassar estas questões?

Henriqueta Sabino: Como disse atrás, acerca do Futsal, a AMSAC sofre exatamente do mesmo problema. Tem sido objeto de ponderação por parte da Direção. Sabe­mos que acabar com o desporto é deixar ainda mais desprotegida a juventude do bairro, mas de facto de dia para dia se torna mais difícil se não surgirem apoios/patrocínios.

 

AMSAC: O seu mandato, e da restante Direção, termina em 2019. Quais são os seus grandes objectivos e da restante equipa diretiva até final do mandato?

Henriqueta Sabino: Penso como os restantes, continuar a dignificar esta casa e lutar pelo fecho do ringue. Sem modéstia a AMSAC merece!

 

AMSAC: Por último que mensagem gostaria de deixar a todos os sócios e colaboradores da AMSAC tal como à população de Santo António dos Cavaleiros?

Henriqueta Sabino: Tal como iniciamos o mandato. Rigor, empenho e trabalho. Nós estamos convosco. Continuem a estar connosco.

Sozinhos nada fazemos juntos faremos muito!

SENTIMOS O QUE FAZEMOS

Nesta fase de continuo crescimento da nossa Associação, fomos conversar com Dirigentes, Colaboradores, Professores e Treinadores da nossa casa cuja acção comum os entusiasma e motiva.

Procuramos saber e conhecer mais sobre as caras da nossa Associação.

O resultado irá semanalmente ser divulgado através do nosso Site.

Não percam!